Fui com a minha mãe às compras, e ir para uma superfície comercial no fim de semana antes do Natal é como quem quer ir respirar o dióxido de carbono dos outros por uma horas, porque nunca se vê nada de jeito e consequentemente não se leva nada de jeito. Adiante. Aquilo não correu bem.
Começamos pelo estacionamento: não compreendo a ideia da minha mãe e de mais umas dezenas de pessoas de irem procurar a porcaria de um lugar no estacionamento perto de uma das entradas do shopping, tipo... é estúpido! Há imensos lugares cá trás com imenso espaço mas não há que ir lá para a frente, mesmo lá para a frente, e só não se entra dentro das lojas de carro porque olha, ainda ninguém se lembrou de fazer um centro comercial com esse calibre. Escusado será dizer que andamos cerca de 30 minutos, ali à volta feitas deficientes, à procura de um lugar à entrada e eu sempre a dizer « Não vais encontrar, é uma perda de tempo! Queres, saís aqui e eu estaciono o carro lá trás e vou ao teu encontro.» e a resposta era sempre: não! ... desisti e deixei-me estar calada até sair do carro.
Finalmente entramos no shopping: um monte de gente! Pareciam formigas a arrecadar comida para o inverno! Lá fomos à loja que a minha mãe queria ir e enquanto ela andava a escolher o que queria disse-me para eu ver se gostava de alguma coisa e eu, entre as mil e uma peças de roupa que eu quereria trazer para casa, vi um gorrito, uma coisa linda linda que só ele. Fui, cheia de fézada mostra-lo à minha mãe e ela rispidamente disse-me: « Se quiseres eu dou-te mas depois se vires alguma coisa que gostes noutra loja não me peças. » Pronto, lá pousei o gorro. Saímos loja fora e eu não via nada que gostasse até que me aparece à frente uma carteira mesmo a minha cara, totalmente diferente. Peguei nela e fui ao encontro da minha mãe, e tive o seguinte pensamento: se não me deu o gorro é capaz de me dar a carteira e está ela por ela a nível de preço. Chego à beira dela estendo-lhe a carteira e recebo a seguinte pergunta: «Tens dinheiro para a pagar?»... Então, não trouxe o gorro e agora não me dá a carteira? Fiquei olhar para ela com cara de burra, não consigo encontrar outro adjectivo para definir a minha imagem quando olhei para o espelho que estava à minha frente quando ela me disse isso, durante uns segundos, virei costas e fui deixar a carteira onde estava a deitar chamas pelos olhos.
Saímos da loja e eu, como sempre, lá me dirigi a uma das perfumarias dos shoppings e, como por magia encontrei o rímel que andava a namorar há imenso tempo. Para não apanhar com outro não redondo peguei na minha carteira e fui para a caixa pagar. Passados cinco minutos aparece a minha mãe toda esbaforida: «Tu vais ficar na fila à espera só por isso? Já está a ficar tarde e temos de ir para casa.». E pronto, foi a última gota! Passei-me, literalmente! Saí fila fora, deixei o rímel onde o encontrei e parei à beira do carro, e nem os chamamentos da minha mãe me fizeram abrandar o passo.
Pedi-lhe um gorro e fez com que eu voltasse atrás para o caso de não me arrepender, vi a carteira negou-ma literalmente e quando vou a comprar o que queria, sem sequer lhe ter pedido nada, vem-me falar do tempo que vou estar à espera quando andou meia hora à procura de um lugar para estacionar quando em menos de dois minutos e outros dois a andar a pé poderia estar dentro do shopping com o carro estacionado. Depois veio o caminho todo a justificar-se: «O gorro não te favorecia muito!»; «Tens tantas carteiras não precisas de mais.»; «Eu tenho um rímel novo em casa, eu dou-te » beca-beca ... Qual é? Se não queria dar nada, dizia-me, olha que problema! Era muito mais fácil e depois escusava-se a desculpas, a meu ver, esfarrapadas.
Escusado será dizer que respondia a todas as perguntas que ela me fazia com sim ou não durante o caminho inteiro e que a meio da viagem meti os phones nos ouvidos para não ter de falar mais com ela até chegar à casa, coisa que é raro acontecer.
A próxima vez que formos as compras, se não tiver uma boa quantia de dinheiro na conta, faço companhia ao meu pai nos sofás dos corredores. Assim olhos que não vêem, coração que não sente. Tenho dito.
13 comentários:
infelizmente sim --'
mas não voltará a fazer !
obrigada meu amor pelo carinho, mas não volta já foi humilhada noutros blogues e não vai conseguir copiar nada !
pois teve, ninguém merece que tirem os textos do seu blog.
Reparei agora que não publicas os comentários ?
que situação princesa :x
metem-me nojo, profundamente.
completamen-te e agora nem da para a denunciar.
é triste, completamente querida.
é pena é que ande toda arranhada :c
Acho que me irritava profundamente, princesa, mas pronto. E olha, o quanto fiquei feliz com o teu comentário, não estava nada à espera. E olha, estou cá para ti, sempre, como sempre estive. És linda e gosto muito de ti, e sabes, oh, eu vou ter de pensar muito bem nisso pq oh, quero deixar tudo isto. Te amo <3
nao percebi minha querida *
ah, desculpa a pergunta não tem nexo nenhum !
era mesmo por curiosidade...
querida, quando for para outro pc, vou adicionar o teu blog aos meus favoritos. neste pc não dá :c
ahahaha, adorei! as mães são tão matreiras :p
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