domingo, 29 de janeiro de 2012

eu aconselho !

Marchesa Fall/Winter 2011, Masha Kirsanova em ‘Holding Court’ por Yuval Hen
Tenho carta vai para dois anos e no início achava que, para um principiante nas estradas, me desenrascava bem e não tinha medo de grande coisa. Desde o início, o primeiríssimo dia em que tive carta, que o meu pai mete sempre o bedelho quando eu estou a conduzir e isso tira-me do sério. Irrita-me, é capaz de me pôr o dia todo com umas trombas descomunais, assim uma coisa de que não há memória.
Eu compreendo que irrite eu ir em terceira quando há 20 metros atrás podia ter posto quarta, também compreendo que ele ache ridículo eu ir uma subida toda a pedir a todos os santos que não tenha de parar o carro por causa do ponto de embraiagem, compreendo que ele entre em pânico quando o ponteiro chegue perto dos 100 km/h mesmo quando a estrada vai vazia mas o que eu não compreendo é quando ele desata aos berros comigo, é que  ainda me enervo mais e ainda faço mais merda. Eu também me irrito quando ele me liga a meio da tarde para lhe explicar como é que se passa um documento do computador para a pen, também acho rídiculo ele ter de olhar para o teclado todo do computador para encontrar uma letra e também entro em pânico quando ele se dirige a mim para me perguntar alguma coisa relacionada com o computador que, muito provavelmente, eu já lhe expliquei antes, mas não é por isso que eu desato a berrar com ele, mesmo que esteja sem paciência ou ocupada com alguma coisa, normalmente lá lhe vou explicando.
Há que compreender que a prática faz o mestre (embora haja muito boa gente que nem com muita prática se safa!) e quando se põe a irritar outra pessoa é pior, ainda a bloqueia mais, mais e mais até ao ponto da pessoa desistir, e estou a falar por experiência própria que houve um dia em que já vinha tão farta de ouvir críticas que encostei o carro e saí volante fora em plena via rápida.
E não exemplo melhor do que este: o meu primo demorava mais de três segundos a descobrir quanto é que dava 5x5 quando andava a aprender a tabuada e agora em menos de nada já tem o resultado e porquê? Porque praticava, não foi nenhuma poção mágica que bebeu, não foi nenhum sono divino que lhe deu, simplesmente praticou! E eu é a mesmíssima coisa, eu não conduzo todos os dias só aos fins de semana e às vezes nem isso porque, se é para estar a levar com sermões, não conduzo, mas quando conduzo várias vezes seguidas torno-me mais segura e o ponto de embraigem já saí melhor, já não tenho tanto medo das subidas, já oiço o motor a rosnar baixinho por outra velocidade e as coisas correm melhor.

Isto tudo para dizer: se algum dia forem conduzir e tiverem alguma pessoa tipo ao meu pai perto, conduzam sozinhos ou simplesmente não conduzam, a menos que façam ouvidos surdos, se forem a outra pessoa que vai do lado a mandar dicas o caminho todo, simplesmente calem-se, a menos que a pessoa se esteja a mandar precipício abaixo! Há medida que se vai praticando as coisas saem melhor, juro!

2 comentários:

Aurora disse...

princesa, como andas? <3

n. disse...

histórias excelentes :p